24.07.2017

Fazia livros que eu não lia autores mais antigos – a pilha de próximos ao lado da minha cama tem crescido vertiginosamente às custas dos contemporâneos. Decidi que era hora de tomar um fôlego das palavras atuais e voltar um pouco no tempo. Ainda com uma mulher – tenho lido quase só mulheres, uma decisão tomada sem que eu a tomasse conscientemente, talvez só para tirar o atraso de anos. De séculos.

Peguei A mulher desiludida, da Simone de Beauvoir, já que o segundo sexo seguiria primeira escolha. E que surpresa. E que angústia. As palavras acertando em cheio os sentidos que há tantas décadas já havia, e eu achando que a discussão era recente. Mas sem sacrificar uma complexidade que hoje às vezes escapa, nessa conversa – sim – ainda tão nova sobre a condição feminina.

O livro vai num crescendo: a primeira história é narrada por uma intelectual em crise...

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